{"id":573,"date":"2013-05-09T00:01:48","date_gmt":"2013-05-09T03:01:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrapetropolis.com.br\/noticias\/?p=573"},"modified":"2013-08-15T14:56:25","modified_gmt":"2013-08-15T17:56:25","slug":"pratica-ilicita-de-caca-a-capivaras-e-coibida-em-petropolis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrapetropolis.com.br\/noticias\/pratica-ilicita-de-caca-a-capivaras-e-coibida-em-petropolis\/","title":{"rendered":"Pr\u00e1tica il\u00edcita de ca\u00e7a a capivaras \u00e9 coibida em Petr\u00f3polis"},"content":{"rendered":"<p>Um dos atrativos de\u00a0Petr\u00f3polis, Regi\u00e3o Serrana do Estado do Rio de Janeiro, s\u00e3o as capivaras que vivem nas beiras de alguns rios do munic\u00edpio. Esse animais, no entanto, est\u00e3o amea\u00e7ados com a pr\u00e1tica il\u00edcita da sua ca\u00e7a. Na noite de ter\u00e7a-feira (7), por volta das 19h, a Reserva Biol\u00f3gica de Araras (Rebio-Araras) ligada ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) recebeu a den\u00fancia sobre ca\u00e7adores no Rio da Cidade, no trecho entre Araras e Bonsucesso, no distrito de Itaipava. A Pol\u00edcia Militar (PM) foi acionada, mas ningu\u00e9m foi preso.<\/p>\n<p>A den\u00fancia foi feita por moradores da localidade que detectaram a presen\u00e7a dos ca\u00e7adores. A Rebio-Araras foi comunicada e logo acionou a PM, que foi ao local. De acordo com Ricardo Ganem, chefe da entidade ambiental, os ca\u00e7adores foram r\u00e1pidos e conseguiram fugir. Na a\u00e7\u00e3o, um cachorro usado para acuar as capivaras foi encontrado, possivelmente deixado pelos ca\u00e7adores, que chegaram a efetuar disparo. O animal, uma cadela, estava debilitado e foi encaminhado a uma cl\u00ednica veterin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Segundo Ricardo, estas a\u00e7\u00f5es de ca\u00e7adores tem sido frequentes em cidade Petr\u00f3polis, principalmente no trecho entre a localidade da Fazenda Inglesa, na altura do km 70,5 da BR-040, e km 63 da mesma rodovia, onde as capivaras constituem col\u00f4nias que vivem nessa regi\u00e3o. \u201cElas vivem em \u00e1reas de baixada, perto dos rios que s\u00e3o os lugares prediletos para elas viverem com suas fam\u00edlias\u201d, explicou. Uma das dificuldade encontradas para coibir a a\u00e7\u00e3o \u00e9 pelo fato dos ca\u00e7adores agirem \u00e0 noite. \u201cA ca\u00e7a aqui \u00e9 sempre frequente. Os hor\u00e1rios e dias das a\u00e7\u00f5es dos ca\u00e7adores s\u00e3o at\u00edpicos. Aqui, a Rebio-Araras \u00e9 o \u00fanico \u00f3rg\u00e3o ambiental que realiza essa a\u00e7\u00e3o de repress\u00e3o. O ciclo vital das capivaras \u00e9 \u00e0 noite, que \u00e9 quando os praticantes de ca\u00e7a il\u00edcita agem\u201d, destacou Ricardo.<\/p>\n<p>O ge\u00f3logo explica que a ca\u00e7a feita na \u00e1rea rual \u00e9 feita com armas. Os ca\u00e7adores utilizam cachorros para acuarem a presa, que \u00e9 atingida por um forte feixe de luz nos olhos, uma t\u00e9cnica usada para paralisar a capivara. Em seguidas, os ca\u00e7adores atiram no animal.<\/p>\n<p>Pr\u00e1tica tamb\u00e9m acontece na \u00e1rea urbana do munic\u00edpio<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica il\u00edcita de ca\u00e7a a capivaras n\u00e3o se limita apenas \u00e0 \u00e1rea rural e mais afastada do munic\u00edpio. A atividade tamb\u00e9m tem sido detectada na \u00e1rea urbana. No Rio Piabanha que corta a Avenida Bar\u00e3o do Rio Branco, via que liga o Centro da cidade aos distritos, a presen\u00e7a de fam\u00edlias do animal \u00e9 certa, assim como de seus ca\u00e7adores.<\/p>\n<p>Depois de ser constantemente noticiada na imprensa local a a\u00e7\u00e3o dos ca\u00e7adores na regi\u00e3o, a ONG Anima Vida protocolou no Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal um pedido de apura\u00e7\u00e3o do crime ambiental. \u201cEm agosto do ano passado, logo depois de sair na imprensa que moradores estavam vendo ca\u00e7adores na Bar\u00e3o e at\u00e9 tentando espant\u00e1-los, decidi entrar com o pedido para apurar a veracidade disso. O MP encaminhou o caso \u00e0 delegacia que j\u00e1 est\u00e1 colhendo depoimentos. Na esfera urbana, a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental de Petr\u00f3polis (APA) que assume a fiscaliza\u00e7\u00e3o, mas que esbarra no problema de efetivo para fazer a repress\u00e3o\u201d, explicou a coordenadora de atividades da ONG, Ana Cristina de Carvalho Ribeiro.<\/p>\n<p>Nesse caso, a ca\u00e7a \u00e9 feita atrav\u00e9s de armadilhas com a\u00e7o que ficam armadas nos locais onde vivem o animal. Alimento na cidade de Petr\u00f3polis \u2013 como mandioca ou milho \u2013 \u00e9 usado para atrair o bicho, que quando entra na armadilha tem suas patas dianteiras la\u00e7adas.<\/p>\n<p>Ca\u00e7a para o com\u00e9rcio clandestino de carne ex\u00f3tica<\/p>\n<p>A capivara \u00e9 um roedor t\u00edpico da Mata Atl\u00e2ntica em ampla distribui\u00e7\u00e3o territorial. Seus h\u00e1bitos s\u00e3o noturnos e elas vivem em col\u00f4nias, que podem chegar a 15 membros, entre filhotes e adultos, como \u00e9 o caso da que vive na Avenida Bar\u00e3o do Rio Branco. \u201cEle \u00e9 um grande roedor que se procria facilmente. N\u00e3o temos como calcular, mas aqui s\u00e3o centenas de indiv\u00edduos\u201d, explicou Ricardo.<\/p>\n<p>O animal adulto chega a pesar 60 quilos. A presen\u00e7a desses bichos nas \u00e1reas rurais e, principalmente urbanas, segundo Ricardo, se deve ao fato de seus predadores naturais n\u00e3o existirem mais. \u201cOs grandes felinos e caninos que seriam os respons\u00e1veis por fazer o controle natural dessa popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e3o sendo extintos\u201d, observou.<\/p>\n<p>De acordo com o ge\u00f3logo, a ca\u00e7a em Petr\u00f3polis \u00e9 feita tanto para o consumo pr\u00f3prio como para o com\u00e9rcio clandestino de carnes ex\u00f3ticas. \u201cEssa ca\u00e7a \u00e9 explorada por comerciantes que aliciam essa atividade. O com\u00e9rcio \u00e9 permitido pelo governo federal, mas apenas oriundo de criadouros comerciais com essa finalidade de consumo. Na nossa regi\u00e3o n\u00e3o existe esse com\u00e9rcio de abate\u201d, ressaltou Ricardo.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos atrativos de\u00a0Petr\u00f3polis, Regi\u00e3o Serrana do Estado do Rio de Janeiro, s\u00e3o as capivaras que vivem nas beiras de alguns rios do munic\u00edpio. Esse animais, no entanto, est\u00e3o amea\u00e7ados com a pr\u00e1tica il\u00edcita da sua ca\u00e7a. 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