Visita guiada no Museu Imperial é um atrativo a mais para os turistas em Petrópolis
terça-feira, 22 de janeiro de 2013A história de D. Pedro II e da Cidade de Pedro – significado da palavra Petrópolis – é contada durante as visitas mediadas que acontecem em janeiro e fevereiro no Museu Imperial na cidade de Petrópolis. A equipe de monitores do setor de educação acompanha os visitantes nas 44 salas do palacete, com o objetivo de dar mais detalhes sobre a história e os aspectos políticos, sociais e econômicos do século XIX.
A novidade é um atrativo extra oferecido pelo ponto turístico mais importante da cidade, que serve, inclusive, de parâmetro para estabelecer a média de visitantes que passam por Petrópolis anualmente: 300 mil. Apesar de ser considerado o principal indicador, uma pesquisa realizada há 4 anos pela Fundação de Cultura e Turismo do município mostra números mais animadores: 1,2 milhão de pessoas teriam passado por aqui em 2008, segundo o estudo que reuniu dados do turismo de compras, ecológico e do setor hoteleiro.
Petrópolis está entre as 5 principais cidades do Rio de Janeiro indutoras de turismo e, apesar ser mais famosa pelo clima aconchegante do inverno, tem mostrado seu potencial também na estação quente. Somente nos primeiros dias da visitação mediada realizada no museu, que começou no dia 2 deste mês e vai até o dia 2 de março, foi registrada uma média de 30 visitantes por hora.
São seis grupos por dia, já que o serviço é oferecido das 11h às 16h, com duração de uma hora, o que soma aproximadamente 180 pessoas. A coordenadora do setor de educação do Museu Imperial, Regina Helena de Castro Resende, explica que a visita mediada atende somente brasileiros e tem o mesmo preço do roteiro comum, R$ 8 (com preço promocional para estudantes e idosos acima dos 60 anos – 50% de desconto – e gratuidade para crianças menores de 7 anos e idosos acima dos 80).
A aposentada Carmen Oliveira, 56 anos, natural da cidade de Belém, no Pará, ficou encantada com o museu e se sentiu privilegiada por poder fazer a visita mediada, já que o serviço não fica disponível durante o ano. Ela estava com a irmã e o cunhado, que compartilharam da opinião. “Eu já tinha vindo a Petrópolis, mas nunca tinha entrado no museu. É maravilhoso, parece que a gente retorna àquela época. Com as explicações da monitora então, a gente fica sabendo de detalhes que não são encontrados nos livros”, disse a bibliotecária Rosana Oliveira, 45 anos, irmã de Carmen.
A declaração das irmãs prova que, ao medir o número de visitantes somente pelo Museu Imperial, o município deixa de levar em conta outros setores do turismo, como o ecológico e o de compras. Isso porque há quem venha à cidade apenas para fazer compras ou apreciar e desfrutar dos atrativos naturais, o que contribui também para a economia. O setor de turismo representa 20% do PIB de Petrópolis e, com a mudança de governo, a esperança de quem lida diretamente com a área é de dias melhores. Para o presidente do Convention & Visitors Bureau, Bruno Wanderley, é importante pensar em medidas para afastar a imagem que a cidade ganhou após a enchente de janeiro de 2011. “Petrópolis atrai muita gente no inverno, mas nós temos atrativos também no verão, como as belas paisagens, cachoeiras e as atividades esportivas realizadas na natureza. O problema é que o verão é também a época de chuva e ainda hoje as pessoas ficam apreensivas de vir pra cá. Ficamos associados à tragédia de dois anos atrás, mas na próxima reunião já vamos começar a discutir soluções para isso”, afirmou Bruno, se referindo ao Conselho Municipal de Turismo, o Comtur.
A rede hoteleira de Petrópolis conta com 5.204 leitos distribuídos em 100 hotéis e pousadas no Centro Histórico e distritos. São 1.982 apartamentos para receber quem vem de dentro e fora do país. A advogada Suzana Portugal, 47 anos, e a filha Sophia Cunha, 10 anos, vieram de São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, para visitar o Museu Imperial, mas estavam hospedadas em Teresópolis. O quadro é comum – pessoas que vêm passar apenas um dia na cidade e não utilizam a rede hoteleira – e também deve ser revisto por empresários, entidades e prefeitura municipal. Apesar de rápida, mãe e filha consideraram a visita enriquecedora. “Na nossa cidade tem um bairro que se chama Nova Petrópolis e as ruas têm os nomes de personagens históricos como Dona Teresa Cristina, então, estamos bem ambientadas”, brincou Suzana.
O charme e a riqueza do acervo do Museu Imperial, associados à visitação mediada, são capazes de atrair também petropolitanos como Fernanda Ribas, 18 anos, que acabou de completar o ensino médio, e o técnico em informática Rômulo Brito, 24 anos. Não foi a primeira vez que o casal colocou as pantufas para relembrar os tempos do Império, mas foi a primeira vez que eles percorreram o palacete recebendo informações privilegiadas. “É a terceira vez que venho e ficamos felizes com a novidade, pois as explicações que a monitora dá são ricas em detalhes e revelam coisas que jamais ficaríamos sabendo de outra forma”, pontuou Rômulo.
Fonte: Tribuna de Petrópolis


