Guias turísticos vivem pior crise desde 1980 em Petrópolis
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013De acordo com o presidente da Associação dos Guias de Turismo de Petrópolis- AGP, André Luis do Amaral, os profissionais vivem seu momento mais crítico em 26 anos. Desde 2010, o número de excursões caiu em 90% e a queda no faturamento de quem trabalha no setor tem feito com que muitos deles comecem a buscar novas fontes de renda.
“Eu trabalho como guia de turismo desde a década de 80.Nunca vi um mês de janeiro tão fraco. Normalmente, nesse mês, eu tinha pelo menos um cliente por dia, tirando uma média de R$ 200 por cliente (grupo de excursionistas). Neste mês, só fiz a visita guiada de um grupo”, relatou o presidente da associação, que diz ainda que os grupos diminuíram não só na quantidade, mas no número de pessoas por grupo. “Temos recebido grupos com menos de 15 pessoas, o que não é nem metade do que tínhamos antes”.
A situação vivida pelo presidente da AGP não é muito diferente da que vivem os 22 guias que fazem parte da associação e que já pensam em mudar de profissão. “Todos estão faturando muito pouco e a maioria já começa a buscar trabalhos paralelos”, afirmou André, que dá números ao problema.
“Há três anos recebíamos uma média de 20 ônibus de turismo na cidade de Petrópolis por dia, hoje, se recebemos dois é muito. Isso significa que não temos cerca de 10% do movimento que tínhamos antes. A rede hoteleira não está com 80% da ocupação. Era comum em janeiro, período mais forte do turismo, por causa das férias escolares, os hotéis estarem lotados”.
O presidente da AGP afirma que o problema se agravou em 2011, após as chuvas que atingiram o Vale do Cuiabá. “A imagem de Petrópolis em outras cidades ficou muito negativa e isso espantou o turista, que não entende que o problema já passou e que a cidade está normal”. André reclama ainda da falta de estrutura da cidade e da falta de comprometimento dos governos com a vocação para o turismo.
“Todos os setores do turismo estão sofrendo, o comercial (compradores da Rua Teresa), o ecoturismo, o histórico e o gastronômico. Isso porque não se encontram na cidade atrações e infraestrutura básica. Na frente dos principais hotéis do Centro Histórico, não tem uma baia para desembarque dos ônibus de turismo. Eles têm que descer em frente ao Museu Imperial e andar até o hotel carregando as malas. A cidade ainda não tem muitas atrações, não tem vida noturna”.
Fonte: A Tribuna de Petrópolis
Mais notícias sobre Petrópolis:
- Petrópolis vai usar 8 milhões de reais para ações de recuperação da cidade
- Ópera de Pequim se apresenta em Petrópolis
- Visita guiada no Museu Imperial é um atrativo a mais para os turistas em Petrópolis
- Inscrições abertas para curso de teatro para terceira idade em Petrópolis
- Festival Sesc Rio de Inverno divulga novas atrações para Petrópolis e região


